terça-feira, 21 de maio de 2013

Chimamanda Adichie: O perigo da história única

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Agora, e se minha colega de quarto soubesse de minha amiga Fumi Onda, uma mulher destemida que apresenta um show de TV em Lagos, e que está determinada a contar as histórias que nós preferimos esquecer? E se minha colega de quarto soubesse sobre a cirurgia cardíaca que foi realizada no hospital de Lagos na semana passada? E se minha colega de quarto soubesse sobre a música nigeriana contemporânea? Pessoas talentosas cantando em inglês e Pidgin, e Igbo e Yoruba e Ijo, misturando influências de Jay-Z a Fela,de Bob Marley a seus avós. E se minha colega de quarto soubesse sobre a advogada que recentemente foi ao tribunal na Nigéria para desafiar uma lei ridícula que exigia que as mulheres tivessem o consentimento de seus maridos antes de renovarem seus passaportes? E se minha colega de quarto soubesse sobre Nollywood, cheia de pessoas inovadoras fazendo filmes apesar de grandes questões técnicas? Filmes tão populares que são realmente os melhores exemplos de que nigerianos consomem o que produzem. E se minha colega de quarto soubesse da minha maravilhosamente ambiciosa trançadora de cabelos, que acabou de começar seu próprio negócio de vendas de extensões de cabelos?Ou sobre os milhões de outros nigerianos que começam negócios e às vezes fracassam,mas continuam a fomentar ambição?







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sexta-feira, 9 de março de 2012

Primeiros passos no moodle

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Tutorial Moodle

Estudos avançados

A maior parte dos artigos pode ser obtida no moodle da disciplina, aqui.

WALKER, Ranginui. Identidade e antropologia Maori na Nova Zelândia. Mana, Rio de Janeiro, v. 3, n. 1, Apr. 1997 . Claudineia e Rositalita

BOLLA, E.D., GOLDENBERG, P. Clareamento gengival: ensino e etnocentrismo. Ciência & Saúde Col., v. 15, Supl. 1, p. 1783-93, 2010. Erlane e Hully

CABRAL, Etenildo Dantas; CALDA JUNIOR, Arnaldo de Franca. Influência da raça do paciente na decisão dos dentistas em extrair ou conservar um dente extensamente cariado. Odontologia e Sociedade, São Paulo, v. 6, n. , p.30-35, 2002.

DUARTE, L.F. A Antropologia Médica Pede Passagem. Rev. Colóquio, n. 13, 1998.

PAULICS, V. Programa Soro, Raízes e Rezas. Disponível em: http://2009.campinas.sp.gov.br/saude/unidades/fitoterapia/fito4/dicas211.pdf Acesso: 02 de março de 2010. Edinaide e Juliana

PINHO, C.B., DIAS, H.S., CARVALHO, A.C.R., GARRIDO, S.B. Representação Social da Odontologia: a contribuição da produção cinematográfica para a perpetuação de um estereótipo negativo. Rev.Odontol. UNESP, v. 37, n. 3, p. 275-81, 2008. Jaqueline e Filênia

ABREU, Mauro Henrique Nogueira Guimarães de; PORDEUS, Isabela Almeida; MODENA, Celina Maria. Representações sociais de saúde bucal entre mães no meio rural de Itaúna (MG), 2002. Ciênc. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 10, n. 1, p.245-259, 2005. Ueslej e Camila

AZIZE, Rogério Lopes. Saúde e estilo de vida: divulgação e consumo de medicamentos em classes médias urbanas. In: LEITÃO, Débora Krische et al. (orgs.) Antropologia & Consumo. Diálogos entre Brasil e Argentina. Porto Alegre: Editora Age. 2006. Cap. 6.

COCKELL, Fernanda Flávia; PERTICARRARI, Daniel. Contratos de boca: a institucionalização da precariedade na construção civil. Cad. CRH, Salvador, v. 23, n. 60, Dec. 2010. Joyce e Luiza

CANIATO, Angela Maria Pires; LIMA, Eliane da Costa. Assédio moral nas organizações de trabalho: perversão e sofrimento. Cad. Psicol. Soc. Trab., São Paulo, v. 11, n. 2, p.1-11, 2008.

FREITAS, Cláudia H. S. M. Dilemas no exercício profissional da Odontologia: a autonomia em questão. Interface - Comunic., Saúde, Educ., v.11, n.21, p.25-38, jan/abr 2007. Flavia e Irlurde

 BASSANI, João Carlos. B. Trabalho e Reconhecimento Análise das condições de trabalho e reconhecimento na clínica odontológica X, em Porto Alegre, em 2009. Conversas e Controvérsias, v. 1, n. 1 , p. 40-56, 2010. Naiara e Daniela

CORDEIRO, T.; ALMEIDA, A. Jovens, cidades e direitos humanos. In: Espinheira, G. Sociedade do Medo. Salvador: EDUFBA, 2008. p. 117 – 137. Rapahel e Luciana

domingo, 6 de novembro de 2011

Publicidade enganosa

Leia o trecho da matéria do portal Última Instância, reproduzido abaixo. De que forma é possível relacioná-lo ao conceito de medicalização social?


Medicamento
Um homem que se tornou dependente de antidepressivo garantiu no STJ indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. Por maioria de votos, a 3ª Turma entendeu que a bula indicava que o medicamento servia para melhorar a memória, mas, com o passar do tempo, a empresa modificou a indicação para tratamento antidepressivo sem avisar devidamente a população.

O autor do recurso nesse caso (REsp 971.845) é um professor que começou a tomar o medicamento Survector em 1999 para melhorar sua atividade intelectual. A bula, que inicialmente era omissa, passou a alertar para o risco de insônia, transtornos mentais e risco de suicídio, efeitos que acometeram o consumidor, que passou a sofrer dependência química.

O Survector era comercializado de forma livre, mas depois passou para o grupo de medicamentos com venda controlada. Mesmo assim a bula permaneceu inalterada por mais de três anos. O professor ajuizou pedido de indenização por danos morais e materiais alegando que, quando tomou ciência dos efeitos adversos, já estava dependente.

Segundo a ministra Nancy Andrighi, autora do voto vencedor, é no mínimo temerário dizer que o cloridrato de amineptina, princípio ativo do Survector, é uma substância segura. Segundo a ministra, a ausência de advertência da bula que acompanha um medicamento com tal potencial de gerar dependência é publicidade enganosa, caracterizando culpa concorrente do laboratório, suficiente para gerar seu dever de indenizar.

Andrighi acentuou que a questão se agrava por não constar que o laboratório tenha feito um grande comunicado, alertando os consumidores das novas descobertas e do risco que a droga trazia. A alteração da recomendação para o medicamento resumiu-se à renovação da bula e, posteriormente, à nova qualificação do medicamento, comercializado com tarja preta. “É pouco”, sintetizou a ministra.